O sofrimento das mães na uti-neonatal: separação, vínculo e escuta

Autores

  • Daniela Rodrigues Goulart Gomes Universidade Federal da Bahia
  • Isabella Maria Oliveira Borges do Nascimento Universidade Federal da Bahia
  • Juliana Moreira Macário Souza Universidade Federal da Bahia

DOI:

https://doi.org/10.32467/issn.1982-1492v22na6

Palavras-chave:

Escuta, Neonatologia; Vínculo; Psicanálise

Resumo

A Unidade de Terapia Intensiva Neonatal caracteriza-se por admitir recém-nascidos de 0 a 28 dias de vida. Essa classificação admite internamentos dos recém-nascidos imediatamente após o parto para assistência, sobretudo, à prematuridade, além de quadros associados ou não a esta condição, como: desconforto respiratório, sofrimento fetal, infecção, hipoglicemia, malformação congênita, sendo menor o número de internamento aos recém-nascidos após 72 horas. Logo, a separação física bebê/família é imediata à saída do útero materno, configurando uma experiência de descontinuidade muito precoce a ambos, gerando sofrimento, desamparo e despotencialização da função de maternagem. Objetiva-se refletir sobre as escutas realizadas pelos discentes do curso de Psicologia no contexto hospitalar e sobre as habilidades adquiridas frente às experiências de separação junto às mães com neonatos hospitalizados em um hospital do interior da Bahia. A análise das experiências registradas em diário de campo foi realizada conforme referencial psicanalítico. A experiência permitiu verificar a importância da escuta no ambiente hospitalar e a aquisição de habilidades técnicas, sociais e profissionais de discentes na utilização de dispositivos leves no cuidado à hospitalização.

 

 

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Publicado

2025-06-30

Como Citar

Gomes, D. R. G., Nascimento, I. M. O. B. do, & Souza, J. M. M. (2025). O sofrimento das mães na uti-neonatal: separação, vínculo e escuta. Vínculo - Revista Do NESME, 22. https://doi.org/10.32467/issn.1982-1492v22na6

Edição

Seção

Relato de Experiência