O sofrimento das mães na uti-neonatal: separação, vínculo e escuta
DOI:
https://doi.org/10.32467/issn.1982-1492v22na6Palavras-chave:
Escuta, Neonatologia; Vínculo; PsicanáliseResumo
A Unidade de Terapia Intensiva Neonatal caracteriza-se por admitir recém-nascidos de 0 a 28 dias de vida. Essa classificação admite internamentos dos recém-nascidos imediatamente após o parto para assistência, sobretudo, à prematuridade, além de quadros associados ou não a esta condição, como: desconforto respiratório, sofrimento fetal, infecção, hipoglicemia, malformação congênita, sendo menor o número de internamento aos recém-nascidos após 72 horas. Logo, a separação física bebê/família é imediata à saída do útero materno, configurando uma experiência de descontinuidade muito precoce a ambos, gerando sofrimento, desamparo e despotencialização da função de maternagem. Objetiva-se refletir sobre as escutas realizadas pelos discentes do curso de Psicologia no contexto hospitalar e sobre as habilidades adquiridas frente às experiências de separação junto às mães com neonatos hospitalizados em um hospital do interior da Bahia. A análise das experiências registradas em diário de campo foi realizada conforme referencial psicanalítico. A experiência permitiu verificar a importância da escuta no ambiente hospitalar e a aquisição de habilidades técnicas, sociais e profissionais de discentes na utilização de dispositivos leves no cuidado à hospitalização.
Downloads
Downloads
Publicado
Como Citar
Edição
Seção
Licença
Licença
Os textos publicados por nossa revista estão sob a licença Creative Commons Atribuição 4.0 Internacional (CC BY 4.0).
Essa licença permite que outras pessoas distribuam, remixem, adaptem e criem obras derivadas do conteúdo publicado — inclusive para fins comerciais — desde que seja atribuído o devido crédito à criação original.
Esta obra está licenciada sob a Creative Commons Atribuição 4.0 Internacional.