Distúrbio psicossomático em Winnicott: entre a existência psicossomática e a personalização
DOI:
https://doi.org/10.32467/issn.1982-1492v22na12Palavras-chave:
transtornos somatoformes; medicina psicossomática; psicanálise; desenvolvimento infantilResumo
O distúrbio psicossomático na obra de Winnicott é definido pelo autor como um poderoso sistema defensivo formado de cisões e dissociações. Ele surge a partir de falhas ambientais que culminam num cuidado insuficientemente bom. Pretendemos definir o distúrbio psicossomático a partir da distinção entre a existência psicossomática e a personalização, apontando suas nuances e eventuais contradições. Winnicott oscila entre fazer corresponder a existência psicossomática à personalização e sugerir que se trataria de uma condição prévia a esta. A noção de personalização, também denominada de integração psicossomática, é definida como uma tarefa fundamental do desenvolvimento emocional primitivo. A personalização corresponde ao alojamento da psique no soma e requer a presença de determinados cuidados maternos. Trata-se de uma pesquisa teórica e conceitual, a qual realizou uma leitura detalhada e crítica do material. Ela foi guiada pela hermenêutica, escolhida como ferramenta de interpretação para a análise dos dados. Conclui-se que há uma diferenciação entre a existência psicossomática, enquanto condição básica do amadurecimento, e a personalização, enquanto conquista do desenvolvimento, o que pode levar a uma melhor compreensão do distúrbio psicossomático em Winnicott.
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