Sentidos, alcances e limitações da Intervisão Processual Longitudinal
DOI:
https://doi.org/10.32467/issn.1982-1492v23na16Palavras-chave:
intervisão, grupo, pesquisa-ação, intertransferência, psicanálise, intervisão processual longitudinalResumo
O presente artigo aprofunda a concepção da intervisão processual longitudinal - IPL publicado previamente nesta mesma revista em 2023. A IPL foi criada a partir do desenvolvimento de duas pesquisas de natureza qualitativa do tipo pesquisa-ação realizadas no período de 2020 a 2024. A primeira proposta tinha como objetivo o acompanhamento contínuo dos trabalhadores de saúde mental durante a pandemia, enquanto a segunda consistia em intervenções psicossociais em psicoterapia familiar breve. Utilizamos os referenciais da psicanálise das configurações vinculares e dos grupos operativos de Pichon-Rivière. Destacamos duas vinhetas de situações clínicas resultantes das intervenções nos dois grupos sob essa metodologia para, depois, apresentarmos a conceituação, discutirmos a abrangência e as limitações desse recurso, que pode ser útil para pesquisas qualitativas e para a formação permanente de profissionais na grupalidade. Acreditamos que a IPL seja uma metodologia flexível, adaptável a diferentes contextos institucionais, além de uma potente ferramenta para o desenvolvimento de estratégias mais efetivas de condução de grupos.
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