Tramas genealógicas en movimiento
transmisión psíquica y migración familiar, un estudio de caso
DOI:
https://doi.org/10.32467/issn.1982-1492v23na15Palabras clave:
Migración, Transmisión psíquica, Luto, Pertenencia, FamiliaResumen
Los flujos migratorios, cada vez más intensos en el escenario contemporáneo, no se reducen al desplazamiento geográfico, en la medida en que implican rupturas profundas que atraviesan dimensiones subjetivas y vinculares. Este artículo tiene como objetivo analizar de qué manera las pérdidas, los duelos y las renuncias propias de la experiencia migratoria atraviesan los vínculos familiares e influyen en la transmisión psíquica entre generaciones. Se trata de un estudio de caso, recorte de una investigación cualitativa realizada mediante narrativa interactiva y entrevistas semidirigidas, interpretadas según el método psicoanalítico de las configuraciones vinculares. El análisis evidencia que la ruptura de continentes simbólicos, como la lengua, la cultura y la casa como organizador psíquico, puede fragilizar la malla genealógica y favorecer la circulación de contenidos no simbolizados. Se observan destinos distintos para la herencia cultural, marcados por tensiones entre continuidad y ruptura, especialmente en la relación con la lengua de origen. Se concluye que la transmisión psíquica no se interrumpe en la migración, sino que puede oscilar entre la cristalización traumática y movimientos de recomposición, requiriendo tanto trabajo familiar como apoyo institucional para la simbolización y la construcción de nuevas pertenencias.
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