Escenas incestuosas contemporáneas: fragmentos enunciativos sobre la culpabilidad de la mujer-madre
DOI:
https://doi.org/10.32467/issn.19982-1492v19n1a3Palabras clave:
psicoanálisis; violencia; incesto; figura materna; contemporaneidadResumen
Este estudio pretendía elaborar reflexiones sobre la culpabilidad de la figura materna ante la violencia sexual incestuosa cometida por un tercero sobre su hija. Las preguntas sobre quién es esta mujer-madre y la visión que se tiene de ella en el escenario social guiaron los caminos tomados. Metodológicamente, el estudio se construyó a partir del análisis documental de los comentarios producidos en un portal de noticias. El psicoanálisis ayudó en el análisis e interpretación de las representaciones atribuidas a estas madres, ya que las designaciones generalizadoras, en el campo imaginario, no acceden a elementos enunciativos presentes en el discurso social. La extrañeza, frente a lo femenino y el desamparo de los propios sujetos, mantiene los discursos maniqueos que reducen a estas madres como negligentes, omisas y fracasadas. Se excluyen los elementos constitutivos de sus historias familiares, que podrían sucumbir a la desorganización frente a la violencia incestuosa establecida en la trama familiar.
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