O laço do preconceito: a inclusão, exclusão e convivência do usuário de saúde mental a partir do conceito de alianças inconscientes e do dia a dia de um CECCO
Palavras-chave:
Grupo, Psicanálise, Saúde mental, Inclusão, TerritórioResumo
Dentro da proposta de formação de uma rede substitutiva aos manicômios, os Centros de Convivência e Cooperativa (CECCO) foram implantados na capital paulista, a partir de 1989. Geralmente, implantam-se estes centros em locais públicos, de livre circulação. Eles promovem atividades para portadores de sofrimento mental e outros excluídos e freqüentadores habituais dos espaços em
questão. Propomos a utilização do conceito de alianças inconscientes (Kaës) para orientar a intervenção nos grupos e nas oficinas do CECCO e equipamentos afins, bem como sugerimos a possibilidade de usar o mesmo conceito no nível do território.
Nesta perspectiva, acreditamos que o trabalho com o preconceito deveria ser pensado como efeito de um movimento de re-pactuação ou transformação das alianças inconscientes. Trataremos de situações do cotidiano do CECCO, para apresentarmos algumas facetas decorrentes deste ponto de vista.
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