Ko Wai Au: A Decolonial Reflection on Psychodrama, Presence, and Inner Child Witnessing
DOI:
https://doi.org/10.32467/issn.1982-1492v22na17Palavras-chave:
Psicodrama; Decolonialidade; Criança interior; Testemunho; Ética relacionalResumo
Este relato reflexivo de experiência oferece um encontro psicodramático decolonial com a criança interior, provocado pela exibição de Ka Puna Te Wai, Ko Te Kāwai Puna (Rakena, 2015). Por meio da presença simbólica da água e de imagens ancestrais, o filme evocou respostas emocionais profundas relacionadas ao abandono na infância. O autor narra um momento psicodramático vívido, em que se posiciona atrás do seu eu infantil como testemunha — não para intervir, mas para acompanhar. A reflexão explora princípios centrais do psicodrama, como o duplo e a realidade suplementar, ao mesmo tempo em que questiona suposições eurocêntricas sobre cura, resolução linear e domínio emocional. A partir de éticas relacionais e saberes indígenas, especialmente a pergunta Māori Ko wai au? (“Quem sou eu?”), o texto reconceitualiza a presença como um ato decolonial: uma recusa em patologizar a dor e um retorno humilde àquilo que persiste. O artigo finaliza com implicações para a prática do psicodrama em grupo, enfatizando presença, testemunho poético e sensibilidade cultural no trabalho com traumas intergeracionais.
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