A Relação Materno-Infantil e suas Implicações na Queixa Psicossomática
DOI:
https://doi.org/10.32467/issn.1982-1492v20n1a4Palavras-chave:
Medicina Psicossomática; Relação Materno-Filial; Psicologia; PsicanáliseResumo
A somatização é uma manifestação corporal carente de simbolização. Relaciona-se com aspectos psicológicos tendendo a surgir no bebê, que se vê como uma extensão da mãe. O objetivo foi analisar aspectos psicológicos da relação materno-filial e suas implicações nas manifestações psicossomáticas. Trata-se de uma pesquisa documental, considerando os prontuários de crianças entre fevereiro/2015 e dezembro/2019, de uma clínica-escola do Grande ABC-SP. A busca realizada a partir de um software específico para arquivamento dos prontuários, utilizou como filtros os termos: infantil, queixas somatoformes, distúrbios alimentares e distúrbios do sono. Os dados foram categorizados em: a) identificação; b) evolução clínica; e c) aspectos da personalidade e o relacionamento materno. A análise qualitativa, de base psicanalítica, apontou que a dificuldade das mães em
lidar com seus próprios conflitos influenciou no surgimento dos sintomas nos filhos. Observou-se relação entre os conflitos maternos e o tipo de queixa apresentada. Os resultados sustentam a importância da relação entre mães e filhos na queixa psicossomática. Fatores orgânicos no desenvolvimento infantil precisam ser considerados para além da natureza biológica, mas da dinâmica psíquica, ampliando a compreensão diagnóstica.
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