A experiência de atendimento de um grupo terapêutico durante a graduação: a obstaculização pelo pacto denegativo
DOI:
https://doi.org/10.32467/issn.1982-1492v20n2a3Palavras-chave:
Psicoterapia de Grupo; Psicanálise; Grupos; Clínicas-escola.Resumo
Grupos psicoterapêuticos encontram crescente receptividade nos serviços públicos e privados de saúde. Eles conjugam a expansão da capacidade de atendimento com atuação clínica crítica e propositiva frente ao individualismo da sociedade contemporânea. É importante assim pensarmos os desafios da formação dos psicólogos para este trabalho. Este artigo parte de uma dificuldade encontrada por estagiários de 4º e 5º ano do curso de psicologia, na condução de um grupo psicoterapêutico. Coloca-se como objetivo analisar a relação entre um pacto denegativo que obstaculiza o processo terapêutico com as experiências iniciais de atendimento dos estagiários. Aspectos vivenciados serão apresentados e debatidos à luz da teoria. Descreve-se a existência de um pacto denegativo neste grupo, que se opõe ao processo terapêutico dos pacientes e complexifica o desenvolvimento dos estagiários ao desafiar a confiança em suas percepções e associações, dificultando a realização de intervenções. Conclui-se que o pacto denegativo que obstaculiza o grupo se apresenta, a princípio, como um desafio aos estagiários, porém, mediante o apoio na relação entre os estagiários e supervisão é possível transformar este desafio em fonte de aprendizado.
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