O anti‑grupo como fenómeno. Reflexão sobre as resistências nos grupos comunitários de articulação (inter)institucional
DOI:
https://doi.org/10.32467/issn.1982-1492v20n2a7Palavras-chave:
resistências; forças destrutivas; anti-grupo; grupos; GrupanáliseResumo
Objetivo - Com esta reflexão a autora pretende contribuir para uma maior compreensão dos fenómenos grupais presentes no trabalho de articulação (inter)institucional dos vários profissionais que intervêm na área da saúde mental comunitária. Metodologia – Partindo da sua experiência a autora reflete sobre as múltiplas formas de resistência que podemos encontrar nos grupos de profissionais que intervêm na área da saúde mental comunitária, nomeadamente as resistências que diretamente se manifestam na articulação de âmbito interinstitucional entre profissionais relacionando, de entre outros, o conceito de anti-grupo, cunhado por Morris Nitsun, com os entraves ao funcionamento destes grupos (inter)institucionais. Resultados – São identificados os fenómenos agressivos e destrutivos que se podem constituir como resistências e proposta a sua origem nos mecanismos psíquicos como a transferência, clivagens, deslocamentos, projeções e identificações projetivas. Conclusões – O pensamento e compreensão grupanalítica do funcionamento dos grupos de trabalho é fundamental para que o potencial agressivo e destrutivo dos grupos não seja desvalorizado, ignorado ou estimulado, contribuindo para o seu sucesso.
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