Medos infantis e a pandemia de COVID-19: uma perspectiva psicanalítica

Autores

  • Renata Bellini Begosso Faculdade de Filosofia, Ciências e Letras de Ribeirão Preto - Universidade de São Paulo
  • Geovana Figueira Gomes Faculdade de Filosofia, Ciências e Letras de Ribeirão Preto - Universidade de São Paulo
  • Fernanda Kimie Tavares Mishima Faculdade de Filosofia, Ciências e Letras de Ribeirão Preto - Universidade de São Paulo

DOI:

https://doi.org/10.32467/issn.1982-1492v20n2a5

Palavras-chave:

Psicanálise; medo; infância; família.

Resumo

O medo é um afeto comum ao desenvolvimento humano, presente desde o nascimento; como é sentido e expressado pelas crianças reflete o amadurecimento emocional. Esta pesquisa clínica-qualitativa investigou os medos de seis crianças entre 5 e 7 anos, no contexto pandêmico, formato on-line, com entrevista com as mães e Procedimento de Desenhos-Estórias com Tema com as crianças. Os dados foram analisados pela livre inspeção do material, segundo psicanálise winnicottiana. A manifestação do medo foi variada: medo de algo concreto e atual relacionado a um ego mais preservado; medos mais abstratos em crianças com menor autonomia. Em todos os casos, quanto maior o suporte emocional familiar, menos queixas e dificuldades. A figura materna se destacou como cuidadora principal, facilitando a autonomia ou mantendo a dependência infantil. O momento da pandemia surgiu como agravante de prejuízos emocionais, o medo infantil esteve relacionado a vivência de conflitos internos e expressão de necessidades anteriores.

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Biografia do Autor

Renata Bellini Begosso, Faculdade de Filosofia, Ciências e Letras de Ribeirão Preto - Universidade de São Paulo

 

 

 

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Publicado

2025-12-12

Como Citar

Begosso, R. B., Gomes, G. F., & Mishima, F. K. T. (2025). Medos infantis e a pandemia de COVID-19: uma perspectiva psicanalítica. Vínculo - Revista Do NESME, 2(20). https://doi.org/10.32467/issn.1982-1492v20n2a5