Formação em psicologia: primeiros desafios no cuidado em saúde mental
DOI:
https://doi.org/10.32467/issn.1982-1492v23na26Palavras-chave:
Saúde Mental, Centro de Atenção Psicossocial, Capacitação Profissional, Oficinas Terapêuticas, Arte, Centros de Atenção Psicossocial; saúde mental; formação profissional; oficina terapêutica; arte.Resumo
Este artigo tem como objetivo analisar as experiências vivenciadas durante um estágio em um Centro de Atenção Psicossocial (CAPS II), com foco
nas vivências em oficinas terapêuticas e na ocupação do ócio no cuidado em saúde mental. Trata-se de um relato de experiência acerca da participação
e condução de oficinas desenvolvidas durante o período de estágio obrigatório, destacando o papel desempenhado pelas estagiárias na elaboração de
propostas e nas reflexões suscitadas pelos desafios encontrados no início da inserção no campo. A experiência evidenciou a desconstrução de estigmas e
a contribuição do vínculo terapêutico para a autonomia dos usuários, constituindo também um espaço de aprendizagem para as estagiárias. Discute-se
a tensão entre os princípios da Reforma Psiquiátrica e a persistência de práticas institucionais que, por vezes, reduzem as oficinas à mera ocupação do
ócio. As intervenções realizadas, como oficinas de pintura e música, reafirmaram o protagonismo do sujeito em sofrimento psíquico. Conclui-se que o
estágio em saúde mental é fundamental para uma formação ética e crítica, em consonância com o cuidado em liberdade e a valorização da subjetividade.
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